(Fonte: thelunatic-parade, via 90s90s90s)

 

 

(Fonte: lookingforketrick, via everything-onetreehill)

 

 

(Fonte: mattyberninger)

150dayswithher:

“To de saco cheio desse emprego de merda!” Era o que ela dizia, quando sem pensar duas vezes pediu demissão do seu trabalho e foi em busca de novas aventuras, como uma boa aventureira não suportava a monotonia por muito tempo. Um mês em casa já se passara, as aulas na nova faculdade já haviam começado quando uma mocinha muito simpática liga em seu celular perguntando se não teria interesse em ir fazer uma entrevista, não muito animada a ela aceitou e ficou combinado “Segunda feira às 14 horas”.  Segunda feira, 29°C, saia e regata, aula de filosofia, hora de ir pra entrevista, zona sul. Chegou sem grandes dificuldades no prédio, “4°andar” disse o porteiro e lá foi. Tudo correu normalmente, havia sido aprovada, encontrou um conhecido e na hora de se dirigir a saída foi que ela á viu, cabelos desalinhados negros como a noite, headphones cor de rosa pousado nos ombros, pescoço esguio, longos braços, costas eretas como alguém muito absorto em suas tarefas, em um movimento ágil porém repleto de leveza a moça, que era muito alta, se levanta e vai buscar café, volta rapidamente, toma um breve gole e volta a seu trabalho, “TRIM” o elevador anuncia sua chegada como um aviso para ficar longe da moça, a porta se fecha e a partir daquele momento nada mais correu como planejado. A aventureira iniciou na empresa sem grandes problemas já conhecia o serviço, fez amizades e logo tratou de descobrir algo sobre a moça de cabelos pretos. Em pouquíssimo tempo descobriu seu nome e sobrenome, função, tempo de casa, seu vicio em café, seu gosto musical, suas amizades e seu estado civil . Manteve as informações na cabeça e se atrevia a observá-la de longe quando vez ou outra ia buscar café. Após um mês a oportunidade de puxar conversa cai como um prêmio em seu colo, tudo transcorreu tão naturalmente que em pouquíssimo tempo já sabia tanto sobre a jovem que tinha a sensação de conhecê-la há anos, naquele momento ela sentia como se sua vida toda estivesse a espera da moça alta de cabelos pretos, um amor tão forte, possessivo e problemático se iniciou e como um tsunami começou apenas com um breve acelerar de coração quando suas mãos se tocavam, mal sabia ela a força destruidora que ele iria adquirir em alguns meses.  Algo parecido com um relacionamento começou a se formar, era confuso já que a moça de cabelos pretos namorava um moço e as coisas não iam bem.. mas iriam se ajeitar ou não, é difícil de explicar, mas era algo intenso e muito estranho, como já dizia Caetano “não importa com quem você se deite (…) apenas te peço que aceite o meu estranho amor”, e assim elas seguiram, a aventureira com sua vida boêmia, sempre com muitas mulheres, bebia e fumava, mas nunca se sentia saciada já que apesar de estar deitada com alguma mulher seu coração desejava  outra, já moça de cabelos pretos seguiu com coração dividido vezes pendia mais para o lado da aventureira vez para o lado do moço. Formou-se então um ciclo, que se formos colocar em palavras comuns nada mais era que altos e baixos de um relacionamento mas para elas não, para elas era um ciclo de ápice de amor e ápice de ódio, uma completa bagaça. Pequenas declarações de amor (ou de ódio dependendo do estágio do ciclo) eram trocadas discretamente, e entre um olhar feio e um “Eu te amo” sussurrado passaram-se 5 meses, 150 dias, mais de 1.000 lembranças, um filme, um livro, uma banda e pelo menos 10 musicas foram nomeadas como “delas”, pelo menos 20 “Amo você” foram ditos assim como “Você deveria se afastar de mim” ou “Eu amo você,mas….”, não foram meses fáceis ela chorou muito, a moça de cabelos pretos perdeu algumas noites de sono mas nada se compara a separação ou a tentativa dela. Foi digno de cinema ou de um bom livro de drama, a moça de cabelos pretos havia dito meia dúzia de palavras que surtiram um efeito devastador, houve choro, pesadelos, horas de sono e muito peso foram perdidos, uma viajem absurda e desesperada para o Chile que quase resultou numa tentativa não intencional de suicídio (viajem que não havia sido revelada até o momento), ela quase ficou sem emprego, foi um tempo devastador, nunca na vida havia experimentado tal dor pela perda de um amor. Até que quando já estava cansada de chorar e exausta de fingir que não sentia dor, quando as drogas e o álcool não tinham o efeito desejado, ela pegou o celular  e trocou meia dúzia de palavras com a moça de cabelos pretos, aparentemente as mensagens simples mas carregadas de dor não foram muito bem recebidas, mais uma noite de choro se aproximou, porém dessa vez não houveram pesadelos com olhos frios e sem expressão vidrados de raiva e desapropriados de qualquer amor, houve um sono tranqüilo e sem sonhos.  Uma semana se passou desde que as primeiras mensagens começaram a ser trocadas novamente, mas as coisas não estão normais ou talvez estejam normais, mas elas tão acostumadas à estranheza acham a normalidade anormal. O amor, ainda recíproco, não é escondido e vez ou outra depois da mensagem “Boa noite” ele é verbalizado. Porém as demonstrações são claras no olhar das duas, mas é um amor mais calmo, menos desesperado e está mais sofrido (mas não menos forte). Hoje, depois de praticamente um mês da tentativa de separação, houve um momento de real descontração e demonstração de amor puro e simples, através de olhares e piadas carinhosas.Entre o “Sua Babaca” dela e o “Aff! Ridícula” da moça de cabelos desalinhados pretos existe muito mais amor escondido do que é possível notar apenas com o olhar desatento das pessoas. Se a vida fosse simples a moça de cabelos desalinhados e pretos como a noite deixaria o moço de lado, entregaria definitivamente seu coração a aventureira que, por sua vez, deixaria a vida boêmia de lado, se deitaria apenas com uma mulher e não mais viveria aventuras sozinha. Mas estamos no mundo real e a moça de cabelos pretos vai casar com o moço, ter uma vida tranquila, sem aventuras, um bom emprego e estabilidade. A aventureira permanecera na vida boêmia, terminará a faculdade, irá comprar uma passagem só de ida para Londres ou Nova Yorque (o destino certo ainda não ficou decidido ) em busca de um emprego em algum editora ou em algum jornal, provará quantas cervejas e mulheres conseguir e talvez num golpe de sorte,entre uma viajem de ferias ou outra, esbarrará na moça de cabelos revoltos em um parque ou shopping e por um breve segundo terá novamente a sensação de estar sendo afogada em um tsumani.

150dayswithher:

“To de saco cheio desse emprego de merda!” Era o que ela dizia, quando sem pensar duas vezes pediu demissão do seu trabalho e foi em busca de novas aventuras, como uma boa aventureira não suportava a monotonia por muito tempo. Um mês em casa já se passara, as aulas na nova faculdade já haviam começado quando uma mocinha muito simpática liga em seu celular perguntando se não teria interesse em ir fazer uma entrevista, não muito animada a ela aceitou e ficou combinado “Segunda feira às 14 horas”. 
Segunda feira, 29°C, saia e regata, aula de filosofia, hora de ir pra entrevista, zona sul. Chegou sem grandes dificuldades no prédio, “4°andar” disse o porteiro e lá foi. Tudo correu normalmente, havia sido aprovada, encontrou um conhecido e na hora de se dirigir a saída foi que ela á viu, cabelos desalinhados negros como a noite, headphones cor de rosa pousado nos ombros, pescoço esguio, longos braços, costas eretas como alguém muito absorto em suas tarefas, em um movimento ágil porém repleto de leveza a moça, que era muito alta, se levanta e vai buscar café, volta rapidamente, toma um breve gole e volta a seu trabalho, “TRIM” o elevador anuncia sua chegada como um aviso para ficar longe da moça, a porta se fecha e a partir daquele momento nada mais correu como planejado. A aventureira iniciou na empresa sem grandes problemas já conhecia o serviço, fez amizades e logo tratou de descobrir algo sobre a moça de cabelos pretos. Em pouquíssimo tempo descobriu seu nome e sobrenome, função, tempo de casa, seu vicio em café, seu gosto musical, suas amizades e seu estado civil . Manteve as informações na cabeça e se atrevia a observá-la de longe quando vez ou outra ia buscar café. Após um mês a oportunidade de puxar conversa cai como um prêmio em seu colo, tudo transcorreu tão naturalmente que em pouquíssimo tempo já sabia tanto sobre a jovem que tinha a sensação de conhecê-la há anos, naquele momento ela sentia como se sua vida toda estivesse a espera da moça alta de cabelos pretos, um amor tão forte, possessivo e problemático se iniciou e como um tsunami começou apenas com um breve acelerar de coração quando suas mãos se tocavam, mal sabia ela a força destruidora que ele iria adquirir em alguns meses. 
Algo parecido com um relacionamento começou a se formar, era confuso já que a moça de cabelos pretos namorava um moço e as coisas não iam bem.. mas iriam se ajeitar ou não, é difícil de explicar, mas era algo intenso e muito estranho, como já dizia Caetano “não importa com quem você se deite (…) apenas te peço que aceite o meu estranho amor”, e assim elas seguiram, a aventureira com sua vida boêmia, sempre com muitas mulheres, bebia e fumava, mas nunca se sentia saciada já que apesar de estar deitada com alguma mulher seu coração desejava  outra, já moça de cabelos pretos seguiu com coração dividido vezes pendia mais para o lado da aventureira vez para o lado do moço. Formou-se então um ciclo, que se formos colocar em palavras comuns nada mais era que altos e baixos de um relacionamento mas para elas não, para elas era um ciclo de ápice de amor e ápice de ódio, uma completa bagaça. Pequenas declarações de amor (ou de ódio dependendo do estágio do ciclo) eram trocadas discretamente, e entre um olhar feio e um “Eu te amo” sussurrado passaram-se 5 meses, 150 dias, mais de 1.000 lembranças, um filme, um livro, uma banda e pelo menos 10 musicas foram nomeadas como “delas”, pelo menos 20 “Amo você” foram ditos assim como “Você deveria se afastar de mim” ou “Eu amo você,mas….”, não foram meses fáceis ela chorou muito, a moça de cabelos pretos perdeu algumas noites de sono mas nada se compara a separação ou a tentativa dela. Foi digno de cinema ou de um bom livro de drama, a moça de cabelos pretos havia dito meia dúzia de palavras que surtiram um efeito devastador, houve choro, pesadelos, horas de sono e muito peso foram perdidos, uma viajem absurda e desesperada para o Chile que quase resultou numa tentativa não intencional de suicídio (viajem que não havia sido revelada até o momento), ela quase ficou sem emprego, foi um tempo devastador, nunca na vida havia experimentado tal dor pela perda de um amor. Até que quando já estava cansada de chorar e exausta de fingir que não sentia dor, quando as drogas e o álcool não tinham o efeito desejado, ela pegou o celular  e trocou meia dúzia de palavras com a moça de cabelos pretos, aparentemente as mensagens simples mas carregadas de dor não foram muito bem recebidas, mais uma noite de choro se aproximou, porém dessa vez não houveram pesadelos com olhos frios e sem expressão vidrados de raiva e desapropriados de qualquer amor, houve um sono tranqüilo e sem sonhos. 
Uma semana se passou desde que as primeiras mensagens começaram a ser trocadas novamente, mas as coisas não estão normais ou talvez estejam normais, mas elas tão acostumadas à estranheza acham a normalidade anormal. O amor, ainda recíproco, não é escondido e vez ou outra depois da mensagem “Boa noite” ele é verbalizado. Porém as demonstrações são claras no olhar das duas, mas é um amor mais calmo, menos desesperado e está mais sofrido (mas não menos forte). Hoje, depois de praticamente um mês da tentativa de separação, houve um momento de real descontração e demonstração de amor puro e simples, através de olhares e piadas carinhosas.Entre o “Sua Babaca” dela e o “Aff! Ridícula” da moça de cabelos desalinhados pretos existe muito mais amor escondido do que é possível notar apenas com o olhar desatento das pessoas.
Se a vida fosse simples a moça de cabelos desalinhados e pretos como a noite deixaria o moço de lado, entregaria definitivamente seu coração a aventureira que, por sua vez, deixaria a vida boêmia de lado, se deitaria apenas com uma mulher e não mais viveria aventuras sozinha. Mas estamos no mundo real e a moça de cabelos pretos vai casar com o moço, ter uma vida tranquila, sem aventuras, um bom emprego e estabilidade. A aventureira permanecera na vida boêmia, terminará a faculdade, irá comprar uma passagem só de ida para Londres ou Nova Yorque (o destino certo ainda não ficou decidido ) em busca de um emprego em algum editora ou em algum jornal, provará quantas cervejas e mulheres conseguir e talvez num golpe de sorte,entre uma viajem de ferias ou outra, esbarrará na moça de cabelos revoltos em um parque ou shopping e por um breve segundo terá novamente a sensação de estar sendo afogada em um tsumani.

(Fonte: grxnge-and-pizza)

(Fonte: arwenundomie, via iheartgot)

 

archaic and content you just wash them off

 

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The 1975 – Antichrist (11 479 reproduções)

 

The 1975 - Antichrist